22 de setembro de 2019

Almanaque Steampunk 2019

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"A Dama de Chalota a Vapor" é uma pequena história de BD que eu e Ana da Silveira Moura fizemos e que será publicada no Almanaque Steampunk 2019, uma edição que reúne trabalhos de vários autores dedicados ao Steampunk.
A história é uma adaptação de um poema vitoriano, a trágica vida de uma donzela. Deslocámos, contudo, a figura para um ambiente português, para um cenário com caldeiras e ferros e atitude punk.
Pessoalmente, como leitor, o Almanaque Steampunk tem-me surpreendido pela positiva, edição após edição. O seu conceito permite conteúdos tão diversos e tão estimulantes, e tem provado a sua longevidade, no meu entender, no mercado das antologias. A edição de 2019 vai ser lançada no dia 28 de Setembro, às 18 horas.
Marque presença no Festival Vapor, onde ocorrerá o lançamento do livro; uma festa dedicada ao steampunk, repleta de actividades e convívio com fãs, cosplayers e autores de steampunk.
"Um desafio mas também um sonho realizado, esta obra bebe da imaginação, criatividade e curiosidade de todos os artistas que se juntaram a nós para mostrar o que é isto de Steampunk. Assim, é no meio de vapor, revoluções incertas e histórias repletas de rodas dentadas (não esquecendo obviamente doses bem medidas de boas maneiras) que, espalhados um pouco por todo o mundo onde a língua portuguesa e um coração mecânico batem forte, convidamos-vos a juntarem a nós." (retirado do facebook do evento)
(clique na imagem para mais info)

8 de setembro de 2019

Almanaque Steampunk 2019 - Lista de Autores


Capa de Ariana Parrilha

Editorial Divergência, em conjunto com Liga Steampunk de Lisboa e Fórum Fantástico, publicou a lista de autores do Almanaque Steampunk 2019:

  • Ana Luz
  • Ana Godinho
  • Ana da Silveira Moura
  • Ariana Parrilha
  • Carolina V.
  • Carla Tavares
  • Cristiane Farias
  • Christine Schlicht
  • Daniela Vol
  • David Leite
  • Dr. Apokalipse
  • Fernanda Miranda
  • Gabinete Miss Hide
  • Guilherme Trindade
  • Ingrid Sousa
  • João Ventura
  • Leonor Ferrão
  • Melanie Romão
  • Nirvana Studios
  • Nuno Ferreira
  • Nuno R.
  • Nuno Vieira
  • Patrícia Guerreiro
  • Pedro Cipriano
  • Pedro Galvão
  • Pedro Guerra
  • Susan Cruz
  • Rafael F. Faiani
  • Rogério Ribeiro
  • Rui Alex
  • Rui Barradas
  • Rui Ramos

É com grande felicidade que anuncio que a BD que a notável Ana de Silveira Moura e eu fizemos foi seleccionada para publicação. Trata-se de uma adaptação de um poema vitoriano para um ambiente português, espero que seja do vosso agrado.

22 de abril de 2019

Dia da Terra iv.

ver parte 1 aqui

ver parte 2 aqui

ver parte 3 aqui

8 de março de 2019

Mulheres

... das BDs e ilustrações que fiz nos últimos anos.

14 de fevereiro de 2019

12 de fevereiro de 2019

Padrões Winepunk

Sabeis aquelas folhas que, em alguns livros, estão coladas no verso da capa? Quando abrimos um livro, reparamos que entre a capa e o miolo há uma folha que destaca-se das demais, muitas vezes de gramagem diferente, tingidas a cor, e está colada na capa, e reparamos que outra semelhante folha está colada na contra-capa. Após pesquisar, fiquei a saber que possuem o nome de “guardas”.

Não as encontro em muitos livros das minhas estantes. Aqueles que as têm são invariavelmente de capa dura, reparo que as guardas permitem esconder as dobras do papel que cobre o cartão duro da capa. Nos dias de hoje, as guardas são de cor lisa, sem adornos ou ilustrações, muitas vezes de cor branca, salvo seja nas bandas-desenhadas que tenho nas estantes, nelas foram repescadas ilustrações para as guardas.

Tenho memória de que noutros tempos as guardas dos livros eram alvo de diferente atenção. Vagas recordações de padrões a duas cores que preenchiam toda a área dessas folhas que, suspeito eu, seriam reminiscências dos papéis-de-parede que foram populares na época vitoriana. Seriam padrões simples, com um pequeno elemento de decoração que era repetido em toda a folha, mas outros padrões seriam porventura mais complexos. Persegue-me a sensação de que nalguns deles eu passara algum tempo a descortinar quando iniciava o elemento repetido e quando era terminado, por trás daquela complexidade aparente. Mas não posso precisar se esses momentos tinham ocorrido com os livros ou se foram com outras coisas, já que tenho pelos padrões um particular interesse.

Numa das trocas de ideias com a equipa da Invicta Imaginária, na altura do desenho do livro que estávamos a fazer, tinha sugerido o uso de padrões. Inicialmente seriam como elementos da capa, mas depois ficaram como ideia de reserva para serem usados no verso da capa. Preferia que fossem no verso, penso que é daquelas pequeninhas coisas que tornam um livro mais especial, um tesouro, como muitas vezes associamos aos livros mais antigos. Naturalmente, como tantas outras ideias, a ideia foi posta de lado. O livro não seria de capa dura, as guardas não teriam muito uso. Mas a ideia dos padrões tinha-se formado na minha mente nos seguintes anos, especialmente porque achara que o primeiro padrão ficou bem conseguido. Estava simples mas ganhava vida no universo em que vive o livro. Haveria de produzir esses padrões, um qualquer dia, mas faltava a oportunidade de concretizá-los. Precisam de existir nesse universo em específico, não há sentido o contrário. Este ano, ganharam sentido.

Finalmente há data e local do lançamento do livro “Winepunk 1 – A Guerra das Pipas”. Dia 14 de Fevereiro, às 19 horas, no Ateneu da cidade de Porto. A equipa da Invicta Imaginária, em conjunto com a editora Divergência, estará lá para receber os leitores e com eles trocar palavras e curiosidades sobre o livro. Podeis visitar o link para mais informação dessa noite.

Brevemente publico os três padrões que tinha conceptualizado, um para cada livro da trilogia que está em desenvolvimento pela equipa. Permanecei por cá!



Padrão 3 - a publicar



Capa de Winepunk 1, por Sandra Maria Teixeira

21 de janeiro de 2019

Dez anos

Fez hoje este blogue 10 anos. Ainda não havia redes sociais mas havia muito que os blogues tinham deixado de ser o pináculo da então chamada “internet 2.0”. Quando finalmente deixei-me encantar com a ideia de ter um blogue pessoal, passara muito tempo a resistir-me a aderir a essa moda. Provavelmente, achava que não saberia como fazer ou como haveria de ter coisas para mostrar.

Nessa altura tinha começado a publicar pequeninhas BDs em fanzines, com material produzido para concursos de BD ou sendo material inédito. Tinha ficado evidente, através dos outros autores, que um blogue seria uma maneira ideal para chegar as histórias aos olhos e mãos dos leitores. Havia que criar um portfólio, mostrar arte, divulgar histórias. Não sabia mas acabaria por descobrir: o blogue permite exprimir ideias e pensamentos pessoais, posso fazer todo o tipo de histórias sem confinar-me a restrições. Senão, claro, uma: a inspiração, ou a falta dela. Ah, e falta de tempo (e doutras coisas).

Vamos a números, como manda a tradição no aniversário de um blogue. Em dez anos foram criadas 213 entradas, contou com 231 comentários e viu ultrapassar 28 mil visualizações. Fico muito contente com estes números e por ter o blog acarinhado e tão comentado, mesmo que tenham sido as mesmas cinco pessoas a fazê-lo :). A nível pessoal, julgo que são os números com que eu estava a contar: o ano com mais publicações foi o de 2014 com 34 entradas, uma média de 4 por mês. Em dez anos a média desce para nem duas entradas por mês. O que, na verdade, não está francamente mau, deixa-me satisfeito. O importante é desenvolver ao ritmo próprio enquanto é conciliado com outras coisas.

A BD Dia da Terra está nos lugares cimeiros de visualizações, fruto, provavelmente, da partilha no twitter, mas o grande campeão, de longe, mas de longe, é o dedicado ao Oubapo. Mais que surpreso, estou intrigado. Nunca pensei que tanta gente fosse consultá-lo, que fosse pesquisar esse estranho conceito: a entrada contou com 253 visualizações, a que corresponde igual número de pessoas, se estou certo?

Há muita coisa que não registo no blogue. Por exemplo, os estudos e doodles que vou fazendo, que vêm sendo feitos cada vez menos, para o bem ou para o mal (para o mal). Também não registo as ilustrações e BDs que o visitante pode encontrar em livros publicados. Prefiro não delongar-me demasiado mas já encontrei-me em dilemas de decidir publicar ou não no blogue os desenhos que estão nos livros. Vou deixar essa decisão para os editores, se assim quiserem, mas reservei sempre para os livros esses desenhos. Há um lugar para cada coisa.

Cresceu muito nestes dez anos, o moço. Ganhou irmãos. Eu também cresci um pouco (um nico assim). Confesso o pequeno prazer que é olhar para o menu do lado direito. Cresceu a pequena lista de historietas para quem quiser ler. Cresceu a lista dos temas a que regresso sempre. Cresceu a lista de amigos que ganhei através deste blogue.

Uma última nota a registar nesta festa. Para dizer a verdade, provavelmente a data passar-me-ia ao lado, conhecendo-me como conheço. Foi só ao publicar a nova página do fan-art do Lone Wolf and Cub é que apercebi-me que era a décima página. “Que pena”, pensei eu, “é um número bonito. Estou nisto há dez anos, podia ter feito qualquer coisa para comemorar”. Quando fui confirmar a data da primeira entrada apanhei uma surpresa: não só o blogue ainda não tinha dez anos de existência, como só o faria para o próximo ano que vinha. “Ora, que coisa mais estranha…”. Fica aqui um pequeninho desafio matemático para quem gosta.Pista: é pela mesma razão que o ano 2000 faz parte do milénio passado, embora tivéssemos feito a "festa do milénio" na noite de 31 de Dezembro de 1999.